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Selton Mello anuncia novo projeto internacional no cinema: “I Don’t Even Know Who I Was” (“Eu Não Sei Quem Fui”), em parceria com a premiada produtora francesa Les Valseurs
Selton Mello anuncia seu novo projeto internacional no cinema: “I Don’t Even Know Who I Was”, (“Eu Não Sei Quem Fui”), longa-metragem que marca mais um passo ousado e autoral em sua trajetória como um dos principais atores e cineastas do Brasil. O filme é protagonizado por Selton e dirigido por João Paulo Miranda Maria, diretor visionário do cinema brasileiro contemporâneo, presente na prestigiada Seleção Oficial do Festival de Cannes em 2020.
O projeto nasce de uma colaboração profundamente pessoal entre Selton, João e a premiada produtora francesa Les Valseurs — vencedora do prêmio de Melhor Filme na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2025 com o filme chileno “The Mysterious Gaze of the Flamingo”.
Internacionalmente aclamado por sua atuação em “Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, Selton agora se une a João Paulo em um filme que aposta na força da imagem analógica e na potência emocional de uma narrativa íntima.
“Estou sempre em busca de projetos que me lembrem por que sou um apaixonado pelo cinema”, afirma Selton Mello. “Aqui em Paris, encontrei os parceiros perfeitos para dar vida a esse poema febril — uma delicada meditação sobre o luto e o próprio cinema. Uma experiência única, falada em quatro línguas, um desafio apaixonante. João Paulo é um dos cineastas mais talentosos que conheci nos últimos anos, e a Les Valseurs é uma produtora com um instinto raro para filmes movidos por uma força criativa pulsante.” Os produtores Justin Pechberty e Damien Megherbi destacam a força desse encontro artístico: “Há muito admiramos o trabalho de Selton Mello, tanto como ator quanto como cineasta. Nos sentimos honrados pela confiança que ele deposita no audacioso projeto de João Paulo Miranda Maria — um filme que vai na contramão de uma era saturada de imagens digitais.”
Sobre Selton Mello Selton Mello é uma das forças criativas mais celebradas e versáteis do Brasil — ator, diretor e roteirista com mais de quatro décadas de carreira no cinema e na televisão.
Membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Selton continua expandindo sua presença internacional enquanto contribui para moldar a narrativa audiovisual brasileira contemporânea. Sobre a Les Valseurs Les Valseursé uma produtora e distribuidora independente francesa fundada por Damien Megherbi e Justin Pechberty, dedicada a um cinema autoral ousado, de alcance internacional, além de séries inovadoras. Em 2025, a empresavenceu o prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannescom “The Mysterious Gaze of the Flamingo", que posteriormente representou o Chile no Oscar e recebeu reconhecimento internacional, incluindo indicações ao Goya. No mesmo ano, Les Valseurs recebeu o Prêmio SACD na Semanada Crítica de Cannes por “Sleepless City", de Guillermo Galoe, e produziu “Militantropos”, do coletivo ucraniano Tabor, selecionado para a Quinzena dos Diretores. Sua série mais recente, “Samuel", de Émilie Tronche — fenômeno animado da ARTE com 50 milhões de visualizações — estreou na Netflix em 5 de fevereiro. Entre seus títulos recentes ligados ao Brasil estão:
A Les Valseurs segue fortalecendo pontes criativas entre Europa e América Latina, com atenção especial ao cinema brasileiro contemporâneo. Sobre o diretor João Paulo Miranda Maria João Paulo Miranda Maria é uma das vozes mais singulares de sua geração no cinema brasileiro. Vive há oito anos em Montreuil, na França.
Com “I Don’t Even Know Who I Was” (“Eu Não Sei Quem Fui”), o diretor aprofunda sua investigação sobre memória, luto, fragmentação, deslocamento e identidade — por meio de uma abordagem radicalmente sensorial do fazer cinematográfico. |

Reconhecido por construir retratos sensíveis e profundos sobre desejo, identidade e pertencimento, o cineasta sul-africano Oliver Hermanus apresenta em A História do Som mais um capítulo marcante de sua filmografia dedicada a personagens à margem das narrativas tradicionais. Exibido na competição oficial do Festival de Cannes, o longa chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de fevereiro, com distribuição da Imagem Filmes.
Ambientado em 1917, A História do Som acompanha Lionel (Paul Mescal) e David (Josh O’Connor), dois estudantes de música que se conhecem no Conservatório de Boston e se aproximam pelo amor em comum pela música folk norte-americana. Anos depois, eles partem juntos para uma jornada pelo interior do estado do Maine com o objetivo de registrar canções tradicionais que correm o risco de desaparecer. Ao longo da viagem, a conexão entre os dois se transforma em um envolvimento afetivo profundo — vivido com delicadeza, silêncio e intensidade contida.
O filme dialoga diretamente com temas recorrentes na obra de Hermanus, como a vivência do desejo em contextos de repressão social e a construção da intimidade em ambientes hostis. Desde “Beleza Arrebatadora", vencedor da Queer Palm em Cannes, passando por “Moffie", indicado ao BAFTA®, o diretor tem se destacado por narrativas que exploram identidades LGBT+ de forma humanizada e longe de estereótipos. Em A História do Som, esse olhar se expande para um romance atravessado pelo tempo, pela memória e pela música.
Baseado nos contos ‘The History of Sound’ e ‘Origin Stories’, do escritor norte-americano Ben Shattuck — que também assina o roteiro —, o longa transforma a música em elemento central da narrativa. As canções coletadas pelos personagens funcionam como registros de histórias pessoais e coletivas, ampliando o sentido da jornada e reforçando o cinema de Hermanus como um espaço de escuta e preservação da memória.
A dupla protagonista foi amplamente elogiada pela crítica internacional. O Screen Daily descreveu as atuações como “discretas e fascinantes”, destacando a química entre Mescal e O’Connor. O elenco conta ainda com o vencedor do Oscar® Chris Cooper. A recepção calorosa em Cannes consolidou A História do Som como um dos trabalhos mais maduros e sensíveis da carreira do diretor.
Depois de passar pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, A História do Som estreia em circuito nacional no dia 26 de fevereiro, reafirmando Oliver Hermanus como uma das vozes mais consistentes do cinema contemporâneo ao retratar afetos, silêncios e histórias que resistem ao tempo.
Sinopse:
Em 1917, Lionel (Paul Mescal) e David (Josh O’Connor) se conhecem no Conservatório de Boston, unidos pelo amor à música folk. Anos depois, eles se reencontram e partem juntos em uma viagem pelo interior do Maine para registrar canções tradicionais de ex-soldados da Primeira Guerra. Durante essa jornada que transformará suas vidas para sempre, eles descobrem que compartilham muito mais do que a paixão pela música.